O cenário administrativo do Botafogo passou por uma mudança drástica nesta quarta-feira (1º/7). Em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), o clube oficializou o afastamento imediato de John Textor do Conselho de Administração da SAF. A decisão, que marca um novo capítulo na gestão da instituição, também resultou na saída de Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum dos cargos que ocupavam na estrutura diretiva.

Mudanças na governança e nova composição do conselho

A reestruturação do corpo administrativo foi definida pelos acionistas, que detêm a totalidade do capital votante da companhia. Para ocupar as vagas abertas no Conselho de Administração, foram eleitos Estevão Prates Benincá, Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim. Além dessas alterações, a SAF também procedeu com a nomeação de novos membros para o Conselho Fiscal, incluindo Fernando José Ferreira Gomes Damasceno e Pedro Marcelo Luzardo Aguiar.

Contexto jurídico e intervenção judicial

O afastamento de John Textor ocorre em um ambiente de intensa disputa legal. O empresário já havia sido removido do controle da SAF em 23 de abril de 2026, por determinação do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde então, o executivo buscava reverter as decisões judiciais que limitavam sua atuação no clube. A movimentação atual baseia-se em deliberações recentes, incluindo a decisão monocrática do desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro.

Gestão interina e estabilidade financeira

Desde o final de abril, a SAF Botafogo opera sob um regime de intervenção judicial, conforme determinado pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima no âmbito da Recuperação Judicial. Atualmente, o cargo de Interventor Judicial é ocupado por Eduardo Iglesias, que sucedeu Durcésio Mello na função. A administração do clube busca, através dessas medidas, assegurar a transparência e a continuidade das operações institucionais durante o delicado processo de reestruturação financeira.

Divergências sobre o controle e financiamento

Apesar da decisão da AGE, John Textor contesta o afastamento e mantém uma narrativa divergente sobre a legitimidade de sua gestão. O empresário defende que, com base em decisões judiciais de junho, ele teria sido reconduzido a cargos de liderança, incluindo a presidência do conselho. Textor alega ainda que o colegiado teria aprovado operações de crédito e financiamento, como uma linha de empréstimo conversível de US$ 50 milhões, visando garantir a viabilidade do clube para o calendário de 2026. Para mais detalhes sobre o histórico do caso, consulte o Metrópoles.

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