Paulo Caravina critica Slavko Vincic na Copa 2026: “Não gostei”, diz sobre atuação que fugiu do manual da Fifa e causou descontrole

Comentarista de arbitragem Paulo Caravina, do Estadão, expressou forte desaprovação à atuação do árbitro Slavko Vincic na final da Copa do Mundo de 2026. Apesar de não ter influenciado diretamente o resultado, a partida entre Espanha e Argentina, vencida pelos europeus por 1 a 0 no MetLife Stadium, foi marcada por uma arbitragem que, segundo Caravina, “não gostei”.

A principal falha apontada foi a demora em aplicar cartões amarelos, uma tentativa do juiz de “segurar” o jogo que acabou por gerar o efeito contrário: perda de controle. A primeira advertência só saiu aos 41 minutos do primeiro tempo, quando, na visão do analista, duas ou três já deveriam ter sido aplicadas, inclusive logo aos dois minutos de jogo.

Essa conduta diverge do padrão da competição e do próprio manual da Fifa, o que também foi contestado pelo técnico da Argentina, Lionel Scaloni. Caravina observa que árbitros “às vezes, querem apitar o que acham”, beneficiando times com antijogo, conforme informação divulgada por GERAL.

Falta de Punição e o Risco de Descontrole Arbitral

Caravina ressaltou que a estratégia de Slavko Vincic de adiar as punições com cartões amarelos foi um erro crucial. Ele deveria ter aplicado cartões logo no início da partida, como em um lance com Pedro Porro, da Espanha, que foi segurado quando ia sair na cara do gol aos dois minutos.

"A gente tem que entender que tem que marcar, tem que dar o amarelo. Ele deixa de marcar aquela falta porque sabia que teria que aplicar o cartão com dois minutos e perderia, talvez, o controle", explicou o analista. Essa abordagem, segundo ele, demonstra uma tentativa de "ser muito esperto" que pode se complicar.

Arbitragem Contra o Manual da FIFA na Copa do Mundo

A crítica de Paulo Caravina vai além de lances isolados, atingindo a própria filosofia arbitral. Ele aponta que os juízes na Copa do Mundo de 2026, que ocorreu no Canadá, Estados Unidos e México, por vezes, negligenciaram as diretrizes do “livro” da Fifa.

"Ela estabelece um livro para a gente, mas eles, às vezes, querem apitar o que acham. Isso beneficia muito o time pior, pois vai praticar mais antijogo", afirmou Caravina. O técnico Lionel Scaloni também notou que a atuação de Vincic fugiu do padrão do torneio, especialmente no primeiro amarelo dado.

O Impacto na Argentina e a Polêmica dos Cartões

Apesar da Espanha ter vencido por 1 a 0, a arbitragem gerou mais consequências para a Argentina. A seleção vice-campeã da Copa do Mundo de 2026 terminou a decisão com sete cartões, sendo seis amarelos e um vermelho, enquanto os campeões europeus não receberam nenhuma advertência.

Caravina, no entanto, defendeu os cartões recebidos por Enzo Fernández: "o Enzo Fernández mereceu todos os amarelos". Ele enfatiza que a punição é fundamental para manter a disciplina em campo. O número de faltas foi similar, 21 da Argentina contra 25 da Espanha, especialmente na prorrogação.

Perguntas Frequentes

Quem criticou a arbitragem da final da Copa do Mundo de 2026?

O comentarista de arbitragem Paulo Caravina, do Estadão, criticou a atuação de Slavko Vincic na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina.

Qual foi a principal crítica de Paulo Caravina ao árbitro Slavko Vincic?

A principal crítica de Paulo Caravina foi que Slavko Vincic segurou demais os cartões amarelos no início da partida, o que, segundo o analista, o fez perder o controle do jogo e foi contra o manual da Fifa.

A arbitragem influenciou o resultado da final da Copa 2026?

Paulo Caravina entende que a arbitragem de Slavko Vincic não influenciou diretamente o resultado, que culminou na vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina, mas poderia ter sido significativamente melhor.

Quais equipes jogaram a final da Copa do Mundo de 2026?

A final da Copa do Mundo de 2026 foi disputada entre as seleções da Espanha, que se sagrou campeã, e da Argentina, que ficou com o vice-campeonato no MetLife Stadium, em uma partida com placar de 1 a 0.