A eliminação do Remo na Copa do Brasil, após a derrota por 1 x 0 para o Santos na última terça-feira (4/8), foi acompanhada por fortes críticas da diretoria paraense. O descontentamento do clube está centrado na atuação da arbitragem e, especificamente, na interferência do VAR durante o confronto disputado no Estádio Mangueirão, em Belém.

O ponto central da polêmica envolve a expulsão do zagueiro Marllon, ocorrida aos 28 minutos do primeiro tempo, após uma falta cometida sobre Caballero. A decisão, tomada pelo árbitro Anderson Daronco após recomendação da cabine de vídeo, alterou o panorama da partida e gerou revolta imediata nos bastidores do clube azulino.

Contestação sobre a interferência do VAR

Em entrevista coletiva realizada logo após o apito final, o vice-presidente do Remo, Glauber Gonçalves, não poupou críticas ao comando da arbitragem. O dirigente questionou a necessidade da intervenção tecnológica no lance que resultou no cartão vermelho, alegando que a decisão prejudicou diretamente o desempenho da equipe paraense.

Segundo Glauber Gonçalves, o uso do VAR deveria ser mais criterioso e menos invasivo. O dirigente afirmou categoricamente que a arbitragem acabou com o espetáculo, reiterando que o clube se sentiu lesado pela condução do jogo conduzida por Anderson Daronco e pelo responsável pelo vídeo, Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira.

Histórico e críticas ao sistema de arbitragem

O dirigente do Remo aproveitou o momento para trazer à tona episódios anteriores envolvendo o árbitro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira. A menção a uma partida entre Vitória e Palmeiras serviu como base para o argumento de que decisões controversas têm sido recorrentes e impactado desproporcionalmente clubes de regiões específicas do país.

Para Glauber Gonçalves, existe uma disparidade no tratamento entre times do Norte e Nordeste em comparação com equipes do eixo principal do futebol brasileiro. O vice-presidente defendeu a necessidade urgente de uma profissionalização mais robusta da arbitragem nacional para evitar que resultados esportivos sejam definidos por critérios questionáveis fora das quatro linhas.

Resistência e desfecho no Mangueirão

Mesmo com a desvantagem numérica desde a primeira etapa, o Remo conseguiu sustentar a pressão imposta pelo Santos durante grande parte do confronto. A estratégia defensiva, contudo, não foi suficiente para segurar o resultado até o final, visto que o atacante Rony garantiu o gol da vitória santista no segundo tempo.

A eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil encerra a trajetória da equipe paraense na competição. O caso deve gerar novos debates sobre a padronização do uso da tecnologia no futebol brasileiro, um tema recorrente que segue sob análise da Confederação Brasileira de Futebol.

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