Planos comerciais da FIFA causam revolta na UEFA e dilemas sobre o futuro das Copas do Mundo e a essência do futebol.
A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) está no centro de uma nova controvérsia, com seus planos de vender ações para a criação de uma nova entidade comercial. Essa movimentação gerou fortes críticas da UEFA e ameaças de boicote por parte de países europeus à Copa do Mundo de 2030.
A busca incessante da FIFA por mais dinheiro e poder levanta questionamentos profundos sobre a transparência de suas ações e se essas decisões representam realmente o “melhor negócio” para o futebol. Há uma preocupação crescente de que a ambição financeira possa sobrepor-se aos valores esportivos e à experiência dos torcedores.
Em meio a essas discussões, o colunista Mauro Beting, do Estadão Esporte, analisou o cenário futuro da Copa de 2026, projetando uma Espanha bicampeã, e criticou a gestão do presidente Gianni Infantino, que “inchou o campeonato, inflou a bola, e mais ainda a bolada”, conforme informação divulgada por Estadão Esporte.
A Lógica Comercial da FIFA e o Pé Atrás da UEFA
A FIFA se apresenta como uma entidade que busca otimizar a venda de um produto, a Copa do Mundo, que é “fácil de vender, muito fácil de comprar, de acompanhar”. No entanto, a organização levanta um “pé atrás” devido à sua conhecida “fome de poder”, levando a questionamentos sobre a verdadeira motivação por trás dos novos planos comerciais.
A venda de ações para a criação de uma nova entidade comercial, segundo Mauro Beting, poderia ser aplaudida se a FIFA não fosse a FIFA. O plano está gerando forte reação, com a UEFA criticando abertamente a proposta e países europeus ameaçando boicotar a Copa de 2030, caso a federação siga adiante com sua estratégia comercial.
Inchaço da Copa do Mundo e Seus Impactos Financeiros
A gestão de Gianni Infantino tem sido marcada pelo inchaço da Copa do Mundo, com o aumento do número de seleções e países-sede. Essa expansão, embora justificada pela FIFA como forma de democratizar o acesso, é vista como uma estratégia para gerar mais dinheiro e criar “mais intervalos comerciais”, que foram disfarçados de “paradas para hidratação”.
Esse modelo, que Mauro Beting compara à “Taça Arena” durante a ditadura militar no Brasil, quando o Campeonato Brasileiro chegou a ter 94 clubes em três meses, levanta dúvidas. A "bolada toda

