Em meio a uma crise sem precedentes e plano fracassado, Gianni Infantino procura Marco Rubio e Donald Trump para se manter no cargo.
O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, estaria buscando o apoio da administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para manter-se em sua posição. A revelação surge em meio a uma crescente onda de críticas e pedidos de renúncia.
Esta movimentação ocorre após o colapso de um controverso plano de venda de ativos comerciais do futebol, que gerou uma revolta interna e global. Desde a última sexta-feira, Infantino teria tentado, sem sucesso, contato direto com Trump, buscando uma tábua de salvação política.
Fontes da imprensa americana indicam que o dirigente tem uma reunião telefônica agendada com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta segunda-feira. Embora o tema oficial seja o papel do futebol como "soft power" americano, o real objetivo de Infantino é proteger seu cargo, conforme informação divulgada por GERAL.
Plano polêmico de Infantino e o envolvimento dos Kushner
O controverso plano de Gianni Infantino, revelado pelo "Washington Post", previa a venda de parte dos ativos comerciais do futebol. Direitos de transmissão, patrocínio e ingressos seriam geridos por uma nova subsidiária, a "FIFA Forward Enterprise".
A Thrive Capital, empresa de Josh Kushner, irmão de Jared Kushner (genro de Trump), adquiriria 20% do projeto. O investimento prometido era de mais de 4 bilhões de dólares, visando uma participação crucial nos ativos comerciais da FIFA.
Revolta interna na FIFA e o "Projeto Matar a Besta"
O plano de Infantino, que deveria ser secreto, foi primeiro revelado pelo jornal britânico "The Times", gerando revolta. Dirigentes globais afirmaram que só souberam da proposta pela mídia, criticando a falta de transparência na gestão da FIFA.
Dentro da própria FIFA, uma revolta aberta eclodiu contra a liderança de Infantino. Um oficial da federação mencionou um movimento para derrubá-lo, batizado internamente de "Projeto Matar a Besta".
Kevin Lamour, Diretor de Operações da FIFA, expressou à Associated Press seu sentimento de "engano" pelas ações de Infantino. Ele ressaltou que não tinha conhecimento das negociações secretas sobre os ativos da organização.
Boicote da UEFA ameaça Copa do Mundo de 2030
A crise escalou após a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) votar unanimemente, em 30 de julho, pelo boicote a todas as competições da FIFA. Isso inclui a Copa do Mundo de 2030, prevista para Espanha, Portugal e Marrocos.
Esta decisão abre um cenário sem precedentes, onde dois dos países-sede poderiam boicotar o próprio torneio. A ausência de estrelas como Kylian Mbappé (França) e Lamine Yamal (Espanha) seria um duro golpe para o espetáculo global.
Perguntas Frequentes
Por que Gianni Infantino busca apoio político nos EUA?
Gianni Infantino, presidente da FIFA, busca o apoio da administração dos EUA, incluindo Donald Trump e Marco Rubio, para se manter no cargo. Ele enfrenta forte pressão por renúncia e uma revolta interna após o colapso de um plano controverso para vender ativos comerciais do futebol.
Qual foi o plano de Infantino que gerou a crise na FIFA?
O plano de Infantino visava vender parte dos ativos comerciais da FIFA, como direitos de transmissão e patrocínio, para investidores do setor privado, através de uma nova subsidiária chamada "FIFA Forward Enterprise". A proposta, que envolveria a Thrive Capital de Josh Kushner, foi rejeitada e causou indignação.
Qual a ligação de Jared Kushner com a crise na FIFA?
Jared Kushner, genro de Donald Trump, está indiretamente ligado à crise porque seu irmão, Josh Kushner, é proprietário da Thrive Capital. Esta empresa estava prestes a adquirir 20% do projeto "FIFA Forward Enterprise" de Infantino por mais de 4 bilhões de dólares, antes do plano ser abortado.
O boicote da UEFA pode afetar a Copa do Mundo de 2030?
Sim, a decisão da UEFA de boicotar todas as competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo de 2030, cria um cenário sem precedentes. Com países-sede como Espanha e Portugal envolvidos no boicote, a competição pode ter a ausência de grandes estrelas e perder prestígio.

