Presidente Gianni Infantino cancela projeto bilionário que abriria Copa do Mundo para investimentos privados, enfrentando boicotes e renúncias.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou na noite desta sexta-feira, 31, a desistência de um ambicioso plano. A proposta visava criar uma empresa privada para gerenciar e comercializar as competições da entidade, incluindo a cobiçada Copa do Mundo, com a venda de suas ações em bolsa.

A iniciativa, que pretendia atrair investimentos privados significativos, foi descartada após uma forte oposição global. A decisão foi comunicada por Infantino em suas redes sociais, indicando que o projeto não conseguiu unificar o futebol como esperado.

“Ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio recebido, ele já não atende ao objetivo estabelecido inicialmente”, afirmou Infantino, conforme informação divulgada por Veja Esporte.

Onda de Críticas e Resistência Coletiva

O plano de Gianni Infantino gerou uma verdadeira enxurrada de críticas desde sua concepção. A ideia de uma empresa que vendesse ações da Copa do Mundo foi vista com desconfiança por importantes setores do futebol, preocupados com a comercialização excessiva do esporte.

A resistência não se limitou a manifestações isoladas. Grandiosas federações continentais e suas respectivas associações-membro levantaram-se contra a proposta da FIFA. Este cenário de desaprovação coletiva impôs uma barreira significativa à continuidade do projeto.

Boicotes e Impacto na Unidade do Futebol

A oposição ao projeto se materializou em ameaças concretas de boicote às competições da FIFA. As 55 federações nacionais ligadas à UEFA, a poderosa confederação europeia, anunciaram que não participariam caso o plano avançasse, o que seria um golpe gigantesco.

Na América do Norte, Central e Caribe, a reação não foi diferente. As 41 federações filiadas à Concacaf rejeitaram a ideia por unanimidade, demonstrando um consenso regional contra a privatização de partes da governança do futebol mundial.

A Renúncia que Balançou a Liderança da FIFA

A crise em torno do projeto escalou com a renúncia de Carlos Cordeiro, assessor sênior de Gianni Infantino. O americano deixou seu cargo em protesto contra a proposta, expressando publicamente sua insatisfação e preocupação com o futuro do esporte.

Ao se desligar da entidade, Cordeiro classificou abertamente o projeto administrativo da FIFA como “um mau negócio para o futebol”. Sua saída representou um forte sinal de alerta interno sobre os rumos da gestão e a viabilidade da ideia de vender ações da Copa.

Futuro da Gestão FIFA e Planos para o Futebol Global

Com a desistência do projeto, Infantino agora busca reorientar os esforços da FIFA. Ele afirmou que pretende “reunir novamente todas as partes interessadas” nos próximos dias e semanas para buscar um consenso sobre o desenvolvimento do futebol global.

O presidente da entidade ressalta que a ideia original do projeto era “fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA” e o esporte, especialmente em países que mais precisam de apoio. A intenção era avançar somente com o apoio da maioria e após ampla consulta.

Perguntas Frequentes

O que era o plano de Infantino para a FIFA?

O plano do presidente da FIFA, Gianni Infantino, era criar uma empresa privada para comercializar e organizar as competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo, abrindo-a para investimentos privados e venda de ações na bolsa.

Por que Gianni Infantino desistiu do projeto da FIFA?

Infantino desistiu após o projeto gerar “divisões de tal natureza” e uma “enxurrada de críticas”, conforme sua nota. Grandes confederações como UEFA e Concacaf rejeitaram a proposta, e houve até renúncia de um assessor sênior.

Quais foram as principais oposições ao projeto de privatização da Copa?

As 55 federações da UEFA ameaçaram boicotar competições, e as 41 federações da Concacaf rejeitaram unanimemente a ideia. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, renunciou em protesto, classificando o projeto como “um mau negócio para o futebol”.

Qual o próximo passo da FIFA após a desistência do plano?

Gianni Infantino pretende “reunir novamente todas as partes interessadas” nos próximos dias e semanas para “continuar desenvolvendo o futebol em todo o mundo”, com foco especial nos países que mais necessitam de apoio da organização.