O futebol mundial perdeu nesta sexta-feira (31/7) um de seus maiores ícones defensivos. Franco Baresi, lendário zagueiro que se tornou sinônimo de liderança no AC Milan e na seleção italiana, faleceu deixando um legado marcado pela excelência técnica e pela integridade dentro das quatro linhas. Sua trajetória profissional esteve profundamente entrelaçada à de Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, com quem compartilhou glórias inesquecíveis.
Parceria vitoriosa no Milan e na seleção italiana
A conexão entre Baresi e Ancelotti transcendeu a amizade, consolidando-se como uma das duplas mais vitoriosas da história do futebol europeu. Enquanto atletas, os dois foram peças fundamentais no esquema tático do Milan durante o final da década de 1980 e início de 1990, período em que o clube dominou o cenário continental.
Juntos, eles celebraram a conquista de oito títulos expressivos, incluindo duas edições da Champions League (1988/89 e 1989/90), duas da Copa Intercontinental (1989 e 1990), além de dois campeonatos da Serie A (1987/88 e 1991/92). A parceria também se estendeu à Supercopa da Itália (1988) e à Supercopa da Uefa (1990).
Caminhos distintos e o trauma de 1982
Apesar do sucesso conjunto, a carreira da dupla também foi marcada por desencontros significativos. O momento mais difícil para Ancelotti ocorreu antes da Copa do Mundo de 1982, quando uma grave lesão no joelho o impediu de integrar o elenco italiano que viria a conquistar o título mundial, torneio no qual Baresi já figurava como uma das grandes promessas.
O ex-meio-campista descreveu essa ausência como o episódio mais traumático de sua trajetória profissional. Enquanto Baresi consolidava seu nome na história da Azzurra, Ancelotti precisou superar o obstáculo físico para retomar seu lugar de destaque no futebol de elite.
O reencontro na Copa do Mundo de 1994
O destino reservou um reencontro peculiar para ambos durante a Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos. Embora tenham participado da mesma campanha que levou a Itália à final contra o Brasil, os papéis exercidos por cada um eram distintos dentro da delegação.
Enquanto Franco Baresi ainda exercia sua liderança técnica como o pilar da defesa italiana, Carlo Ancelotti já iniciava sua transição para a nova carreira, atuando como auxiliar técnico da seleção. O reconhecimento da importância de Baresi para o esporte foi ratificado pelo AC Milan, que destacou como sua icônica camisa número 6 e sua integridade permanecerão gravadas para sempre no DNA do clube.

