Entidades do futebol consideram ‘desejável’ harmonizar calendários masculinos e femininos durante o Mundial no Brasil, com custo de até R$ 1 bilhão.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil levanta questões cruciais sobre o calendário do futebol masculino. A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano e responsável pela Libertadores, estuda a possibilidade de paralisar seus campeonatos durante o torneio feminino, considerando a medida como “desejável”.
Com o Mundial feminino agendado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, as entidades organizadoras precisam definir se haverá pausa nas competições masculinas, como o Campeonato Brasileiro e a própria Libertadores. O evento, que terá custos estimados em R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão, acontece pela primeira vez na América do Sul.
Enquanto a CBF já garante uma pausa em seu calendário nacional para a Copa Feminina, a extensão e o período exato ainda são incertos. A harmonização busca dar visibilidade e prestígio ao futebol feminino, que terá oito cidades-sede no país, conforme informação divulgada por Estadão Esporte.
Impacto Financeiro e Logístico da Copa Feminina 2027
O governo brasileiro estima gastos significativos, entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão, para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio será distribuído por oito cidades-sede, cada uma com um estádio, dos quais apenas um não possui um clube usufruindo fixamente das instalações para suas partidas.
A organização da Copa também impõe um rigoroso “Período de Proteção do Gramado”, exigido pela Fifa. Essa determinação impede jogos nos 28 dias que antecedem o primeiro jogo do torneio e por mais cinco dias após o término, o que adiciona complexidade ao ajuste do calendário.
Conmebol e CBF Avaliam Calendários para o Mundial
A Conmebol examina a hipótese de paralisação dos campeonatos masculinos, entendendo a medida como “desejável” para o sucesso da Copa Feminina, mas ainda sem uma precisão final. Essa postura visa alinhar o continente ao prestígio do evento global.
Pelo lado da CBF, a pausa no calendário do futebol masculino já é uma garantia. Em outubro de 2025, o diretor de competições, Julio Avellar, apresentou o calendário para o ciclo 2026-2029, que inclui o período da Copa Feminina de 2027. Contudo, a entidade ainda não definiu qual será o período exato de interrupção e se a decisão se estenderá para todas as divisões.
Resistência e Desafios com os Estádios da Copa Feminina
O Maracanã está confirmado como palco da grande final do Mundial e também é cotado para sediar a abertura. No entanto, o Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio, questionou a determinação da Fifa sobre o “Período de Proteção do Gramado”, gerando um ofício da Fifa ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Este ofício solicita o “cumprimento das obrigações previstas no Contrato de Estádio”, com ênfase no Período de Uso Exclusivo e na preservação do gramado, além das renovações estruturais necessárias. Procurado pelo Estadão, o Flamengo afirmou aguardar o posicionamento de CBF e Conmebol. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, expressou sua visão de que o futebol masculino não deveria ser interrompido durante a Copa Feminina.
Perguntas Frequentes
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será no Brasil?
Sim, a Copa do Mundo Feminina de 2027 será sediada no Brasil pela primeira vez na América do Sul, com oito cidades-sede e custos estimados entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão.
A Libertadores e outros campeonatos masculinos serão paralisados durante o Mundial feminino?
A Conmebol considera “desejável” a paralisação da Libertadores, e a CBF já garante uma pausa em seu calendário nacional, mas os detalhes e a extensão da interrupção ainda estão sendo definidos nos próximos meses.
Qual o custo estimado para o Brasil sediar a Copa Feminina de 2027?
O governo brasileiro projeta gastar entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão com a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, conforme estimativas divulgadas.
O Maracanã sediará a final da Copa Feminina e quais os desafios?
Sim, o Maracanã está confirmado como palco da grande final e é cotado para a abertura. O Consórcio Fla-Flu questionou o “Período de Proteção do Gramado” da Fifa, gerando discussões sobre o cumprimento das obrigações contratuais do estádio.

