Maria Machado, mãe de Jeff Machado, depõe e confronta Jeander Vinícius, um dos acusados, no julgamento por homicídio qualificado.

O primeiro dia do julgamento de um dos acusados pela morte do ator Jeff Machado foi marcado por forte emoção no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 8 de maio. Maria Machado, mãe da vítima, foi a primeira a depor no júri popular, protagonizando um confronto direto e comovente com Jeander Vinícius da Silva Braga, um dos réus do caso.

Jeff Machado desapareceu em janeiro de 2023, e seu corpo foi encontrado quatro meses depois, concretado dentro de um baú em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. As investigações foram iniciadas após o abandono dos cães do ator, e a acusação aponta que a motivação do crime foi puramente financeira, conforme informação divulgada por Band Sport.

Jeander Vinícius é julgado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais. Em sua defesa, ele admite ter participado da ocultação do corpo e de seu transporte, mas nega veementemente ter sido um dos autores diretos do assassinato do ator.

Mãe de Jeff Machado Confronta Réu: Emoção e Acusações em Plenário

Durante seu depoimento no júri, Maria Machado reiterou que seu filho foi extorquido em R$ 18 mil pelo produtor Bruno de Souza Rodrigues, sob a promessa enganosa de um papel em uma novela. Bruno Rodrigues, também acusado pelo crime, terá seu julgamento em dezembro.

Em um momento de intensa tensão, a mãe de Jeff Machado pediu para falar diretamente com Jeander Vinícius. Ela o confrontou, apontando sua participação ativa no crime ao afirmar que ele ajudou a cavar o buraco onde o corpo foi enterrado, dirigiu o carro que transportou o corpo no baú e colaborou para sustentar a mentira sobre o paradeiro do ator. O confronto direto foi tão impactante que a juíza precisou intervir e interromper a fala de Maria.

Detalhes do Crime de Jeff Machado: Extorsão e Ocultação de Cadáver

Jeff Machado tinha 44 anos quando foi dado como desaparecido no final de janeiro de 2023, após oito de seus cães da raça Setter serem encontrados abandonados em diferentes bairros do Rio. Uma ONG identificou o tutor através de microchips nos animais e alertou a família, que já estranhava o silêncio do ator.

A família registrou o boletim de ocorrência na presença de Bruno de Souza Rodrigues, que se tornaria o principal suspeito. As diligências levaram à chocante descoberta do corpo em 22 de maio, enterrado a dois metros de profundidade em um quintal. A vítima estava dentro de um baú de madeira concretado, com as mãos amarradas com fita adesiva e um fio de telefone enrolado no pescoço.

A Defesa de Jeander Vinícius: Participação na Ocultação, Nega Homicídio

As investigações da Polícia Civil concluíram que o assassinato foi premeditado e motivado por interesses financeiros. Bruno Rodrigues, ex-produtor de TV e amigo de Jeff Machado, teria aplicado um golpe de aproximadamente R$ 20 mil na vítima, prometendo-lhe um papel em uma produção televisiva. Após o crime, os suspeitos ainda teriam tentado lucrar com os bens do ator.

Tanto Bruno de Souza Rodrigues quanto Jeander Vinícius da Silva Braga confessaram a ocultação do cadáver. Contudo, eles tentaram atribuir a autoria do homicídio a um suposto miliciano chamado “Marcelo”, alegando terem sido coagidos a esconder o corpo. Os investigadores, porém, descartaram essa versão, classificando “Marcelo” como um personagem inventado pelos réus para tumultuar o processo e se apresentarem como vítimas de coação.

Investigação do Caso Jeff Machado: Cães, Microchips e Versão Descartada

A descoberta dos cães abandonados foi crucial para o início das investigações do caso Jeff Machado. Os microchips nos animais permitiram que a ONG rastreasse a família, que rapidamente percebeu que algo estava errado com o ator.

A polícia trabalhou intensamente para desvendar o mistério, que culminou com a localização do corpo em condições brutais. A versão dos acusados sobre um suposto miliciano, "Marcelo