Organização brasileira de Counter-Strike conquista a China, indo além dos títulos e gerando milhões de interações nas plataformas digitais.
A organização brasileira de esports Legacy alcançou um marco significativo na China, estabelecendo-se não apenas como uma potência competitiva no Counter-Strike, mas também como um verdadeiro fenômeno midiático nas redes sociais locais. Após conquistar três títulos consecutivos no país, incluindo o recente FISSURE Playground #3 em Suzhou, a equipe viu sua popularidade explodir, transformando a região em uma segunda casa de torcida.
O investimento estratégico da Legacy no mercado chinês tem rendido frutos impressionantes, com a marca se consolidando entre as forças dominantes do cenário de CS no país. Segundo Ricardo "dead" Sinigaglia, CEO da Legacy, a China representa o futuro para a empresa, que já se posiciona entre a terceira e quarta força do Counter-Strike local, superando rivais de peso.
Este sucesso vai muito além dos troféus, refletindo-se em números massivos de audiência e engajamento nas principais plataformas de streaming e redes sociais chinesas. A conexão profunda com o público local demonstra o potencial de expansão global para equipes de esports brasileiras, conforme informação divulgada por Dust2.
O investimento estratégico da Legacy no mercado chinês de Counter-Strike
A visão da Legacy sobre o mercado chinês é clara e ambiciosa. Ricardo "dead" Sinigaglia, CEO da organização, enfatiza o crescimento exponencial do CS na região e o posicionamento de destaque da Legacy. "A gente, como empresa, vê que lá é o futuro, o CS tem crescido muito e, pelo que a gente pega de informação de números, estamos basicamente entre a terceira e a quarta força na China", afirmou Sinigaglia.
Ele projeta que a equipe deve superar até mesmo a FaZe até o próximo Major, ficando atrás apenas de gigantes como Falcons e Spirit. Este planejamento estratégico visa consolidar a presença da marca em um dos maiores mercados de esports do mundo, capitalizando não só vitórias, mas também o vasto apelo cultural.
Números de audiência: um salto impressionante nas plataformas chinesas
O sucesso da Legacy na China é visível nos dados de audiência das plataformas de streaming. A Dust2 teve acesso a números da Bilibili, Douyu, Huya e Douyin, revelando um crescimento expressivo. No CS Asia Championships (CAC) de 2025, a audiência total acumulada foi de cerca de 999 mil espectadores. Já no CAC 2026, esse número saltou para mais de 1,2 milhão, indicando um aumento de engajamento significativo.
A Douyin, versão chinesa do TikTok, liderou em 2025 com 455 mil de pico somados, seguida por Bilibili, Huya e Douyu. Em 2026, todas as plataformas registraram um salto de aproximadamente 100 mil espectadores cada. O Bilibili, comparado ao YouTube chinês, é um pilar fundamental, gerando milhões de interações com clipes e bastidores da Legacy.
A paixão dos fãs chineses e a conexão com os jogadores da Legacy
A Legacy tem uma torcida dedicada na China, diferente do que se vê em outras regiões. "A China realmente tem uma magia, onde temos uma torcida mesmo, diferente, por exemplo, de Europa, que normalmente torcem mais para as equipes da região", comentou Américo Verde, manager da organização. Ele destaca que, tirando o Brasil, a China é onde a Legacy possui mais torcedores no momento.
Grande parte dessa conexão é impulsionada por jogadores específicos, como Eduardo "dumau" Wolkmer e Bruno "latto" Rebelatto. Dumau, em particular, tornou-se um "pop star" na China, elogiado por sua humildade e carisma. "Ele é muito elogiado por ser humilde. Se a gente tiver parado muito tempo num lugar, os jogadores são 'engolidos' pela multidão", disse o manager.
Estratégias digitais da Legacy para engajar o público chinês
Para capitalizar essa popularidade, a Legacy investiu em estratégias digitais robustas. A organização mantém canais de redes sociais dedicados exclusivamente ao público chinês, produzindo conteúdo em todas as plataformas de vídeo locais. Além disso, a Legacy possui um grupo no WeChat exclusivo para fãs chineses, demonstrando um esforço direto para engajar essa base de torcedores.
O reconhecimento é tanto que Bruno "latto" Rebelatto recebeu propostas para ser embaixador de marcas na China. Américo Verde revela a dimensão desse sucesso: "Eu diria para você que a gente é maior na China do que, propriamente, no Brasil. O que a gente espera mudar isso em 2027." Com essa dedicação e carisma de seus jogadores, a Legacy se sente verdadeiramente em casa no país asiático.
Perguntas Frequentes
Qual o sucesso da Legacy nas redes sociais chinesas?
A Legacy alcançou um sucesso estrondoso nas redes sociais chinesas, com milhões de interações, memes e comentários em plataformas como Bilibili, Douyin, Huya e Douyu. A audiência acumulada nos campeonatos CS Asia Championships saltou de 999 mil em 2025 para mais de 1,2 milhão em 2026, mostrando um forte engajamento digital.
Por que a China é um mercado estratégico para a Legacy de CS?
A China é vista pela Legacy como o futuro do Counter-Strike, com grande crescimento e potencial de audiência massiva. O CEO Ricardo "dead" Sinigaglia afirmou que a organização já se posiciona como a terceira ou quarta força no país, superando outras equipes importantes em termos de apelo popular e desempenho competitivo.
Quais jogadores da Legacy são mais populares entre os fãs chineses?
Os jogadores brasileiros Eduardo "dumau" Wolkmer e Bruno "latto" Rebelatto são especialmente populares na China. Dumau é considerado um "pop star" por seu carisma, humildade e simplicidade, conquistando o carinho do público e gerando um grande buzz nas redes sociais e eventos presenciais.
Como a Legacy engaja seu público na China?
A Legacy implementa uma série de estratégias para engajar os fãs chineses, incluindo a criação de canais de redes sociais dedicados, produção de conteúdo exclusivo para as plataformas de vídeo locais e a manutenção de um grupo no WeChat apenas para fãs chineses. A organização também explora oportunidades como embaixadores de marca para seus jogadores.

