Entenda o envolvimento do Verdão em ação judicial sobre a transferência milionária para o Manchester City

O Palmeiras precisará apresentar à Justiça todos os contratos e detalhes financeiros da venda do jogador Allan para o Manchester City, da Inglaterra. A exigência ocorre por causa de uma antiga ação judicial movida contra o Figueirense, iniciada em 2020 pela empresa M&F Investimentos e Participações S/A.

Vale destacar que o clube paulista não é réu no processo e não está sendo julgado ou acusado de irregularidades. A inclusão do Verdão na disputa judicial aconteceu apenas devido aos repasses financeiros que o time catarinense tem direito pela negociação, já que detinha um percentual de 10% dos direitos econômicos do atleta, conforme informação divulgada por GE Globo.

A transferência definitiva foi concluída por 37,4 milhões de euros, e a Justiça determinou que os valores destinados ao Figueirense sejam retidos até a autorização oficial dos pagamentos, protegendo assim o cumprimento de obrigações financeiras e a resolução de outras cobranças concorrentes no processo.

Detalhes financeiros da venda ao Manchester City

Em setembro, o Palmeiras apresentou à Justiça os valores exatos da transferência de Allan para o Manchester City, realizada em 1 de setembro de 2026 por 37.416.960,00 euros, divididos em quatro parcelas anuais. O clube também detalhou um crédito contratual de 10% para o Figueirense sobre o valor líquido recebido.

Além disso, foi mencionada uma bonificação de R$ 750 mil com pagamento previsto para setembro de 2026, valor que acabou bloqueado por determinação judicial. O Palmeiras reforçou que essas quantias não se confundem com o Mecanismo de Solidariedade da Fifa pela formação do atleta.

Ações judiciais e bloqueio de créditos

A juíza Marcella Leal Restum determinou que o Palmeiras retenha os valores até que os pagamentos sejam autorizados pela Justiça, considerando também pretensões do Athletico e de um processo trabalhista. Em agosto, a M&F Investimentos pediu o bloqueio dos créditos do Figueirense, resultando na penhora de R$ 5,9 milhões.

A dívida atualizada do clube catarinense no processo já ultrapassa os R$ 8,9 milhões. Por determinação da mesma juíza, o Palmeiras precisará detalhar contratos de 2019 e de maio de 2025, além de informar o status exato das parcelas recebidas e dos valores retidos em juízo.

Posicionamento oficial do Palmeiras

O Palmeiras ainda não foi formalmente notificado pela Justiça, mas informou que cumprirá integralmente a decisão assim que receber a intimação oficial. O clube garantiu que tomará todas as precauções necessárias para proteger o caráter confidencial do contrato assinado com o Manchester City.

A diretoria palmeirense segue acompanhando de perto o andamento de todas as ações ajuizadas contra o Figueirense para definir a quem deve repassar os valores devidos. O clube catarinense já foi comunicado sobre a obrigação dos repasses, que atualmente estão travados por ordens judiciais.

Perguntas Frequentes

Por que o Palmeiras foi incluído na ação judicial sobre Allan?

O Palmeiras entrou no processo porque o Figueirense tem direito a um percentual de 10% da venda de Allan para o Manchester City, mas o clube catarinense possui dívidas judiciais e teve seus créditos penhorados pela Justiça.

O Palmeiras corre risco de punição nesta ação?

Não. O Palmeiras não é réu no processo e não está sendo julgado ou acusado de nenhuma irregularidade, servindo apenas como depositário judicial dos valores devidos ao Figueirense.

Qual foi o valor da venda de Allan para o Manchester City?

A transferência foi fixada em uma composição de 40 milhões de euros, sendo a transação definitiva concluída por 37,4 milhões de euros pagos em quatro parcelas anuais.