Presidente dos EUA busca nome forte para suceder António Guterres; relação próxima com chefe da Fifa é destacada.

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, teria expressado o desejo de ver Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, assumir a posição de Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação sugere uma nova fase para a diplomacia global, com o possível apoio de uma figura política de alto escalão a um líder esportivo.

Trump acredita que Infantino, de 56 anos, é “respeitado por todos ao redor do mundo e reconhece que ele tem uma habilidade especial para unir as pessoas”, conforme reportado. A indicação reflete uma visão de união e reconhecimento global que o ex-presidente norte-americano atribui ao dirigente ítalo-suíço.

O cargo na ONU está vago com a aposentadoria de António Guterres, de Portugal, prevista para o fim de dezembro. O processo eleitoral do novo secretário-geral ocorrerá entre agosto e outubro deste ano, exigindo apoio do Conselho de Segurança e confirmação da Assembleia Geral, conforme informação divulgada por Estadão Esporte.

A Complexa Relação entre Donald Trump e o Presidente da Fifa

A relação entre Donald Trump e Gianni Infantino estreitou-se consideravelmente nos últimos anos. Infantino foi o único dirigente esportivo presente na posse de Trump em janeiro de 2024 e chegou a entregar o “Prêmio da Paz da Fifa”, uma honraria que sequer existia, durante a campanha pública de Trump pelo Prêmio Nobel da Paz.

A influência de Trump também se manifestou em decisões esportivas significativas. Os Estados Unidos foram escolhidos como sede da Copa do Mundo de 2026, juntamente com Canadá e México, em 2018, durante o primeiro mandato de Trump. Além disso, o país recebeu o Mundial de Clubes no ano passado, com o presidente norte-americano, segundo a fonte, entregando o troféu ao Chelsea.

A intensidade dessa relação foi notada por especialistas, como o colunista Mauro Beting, que declarou: “Palmas para o Infantino que tentou tirar o Trump da foto da Espanha”, referindo-se à participação do então presidente norte-americano em uma final de copa. Essa proximidade levanta questões sobre os limites entre esporte e política.

Caminho para a ONU: Desafios e Próximos Passos para Infantino

Para assumir o cargo de Secretário-Geral da ONU, Gianni Infantino enfrentaria um processo eleitoral complexo. Ele precisaria obter o apoio do Conselho de Segurança, composto por 15 membros, onde cinco membros permanentes possuem poder de veto. Após essa etapa, a indicação necessitaria de confirmação pela Assembleia Geral.

Ainda não está claro se Infantino deseja assumir a função na ONU ou até que ponto o assunto foi discutido com Trump. Atualmente, o dirigente ítalo-suíço conta com o apoio de mais de 200 das 211 federações para se reeleger como presidente da Fifa no pleito de 2027, com candidaturas a serem apresentadas até 18 de novembro.

Infantino foi eleito presidente da Fifa em 2016, substituindo Joseph Blatter após denúncias de corrupção. Ele foi reeleito duas vezes, em 2019 e 2023, por aclamação, ou seja, sem adversários diretos no pleito, o que demonstra sua forte posição no comando da entidade máxima do futebol.

Influência de Trump em Decisões Esportivas da Copa do Mundo

A influência de Donald Trump na Fifa e em decisões da Copa do Mundo gerou diversas polêmicas. Em um dos casos mais notórios, o ex-presidente admitiu ter pedido à Fifa para cancelar a suspensão automática do atacante Falorin Balogun, dos EUA, após o jogador ser expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.

A Casa Branca, sob a gestão de Trump, chegou a montar um dossiê com acusações sem evidências contra o árbitro brasileiro, que foi classificado por Trump como “suspeito”. Esse episódio demonstrou a tentativa de interferência direta na arbitragem e nas regras do jogo.

Outras controvérsias na Copa incluíram vistos negados a torcedores de diferentes países, especialmente da África, o veto ao árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA para trabalhar no torneio, e o tratamento à seleção do Irã, que foi impedida de permanecer em solo americano após seus compromissos.

O Perfil de Gianni Infantino: Entre Polêmicas e Popularidade

Desde sua eleição em 2016, Gianni Infantino tem sido uma figura central no futebol mundial, mas também alvo de críticas. Sua chegada à presidência da Fifa ocorreu em um momento de crise para a entidade, após uma série de denúncias de corrupção que culminaram na saída de seu antecessor, Joseph Blatter.

Apesar das controvérsias, Infantino conseguiu manter-se no poder, sendo reeleito por aclamação em duas oportunidades. Sua gestão, no entanto, é constantemente analisada, e sua imagem pública, por vezes, se torna alvo de comentários. A comentarista Nagila Luz, por exemplo, observou: “Instagram do Infantino parece fã-clube do Messi. Só tem foto dele”.

Essa percepção pública, combinada com a sua aparente habilidade de unir federações, conforme a visão de Trump, o coloca em uma posição única no cenário global, navegando entre a gestão esportiva e as intrigas da política internacional.

Perguntas Frequentes

Quem é Gianni Infantino e qual seu cargo atual?

Gianni Infantino é o atual presidente da Fifa, a federação internacional de futebol. Ele foi eleito em 2016 para substituir Joseph Blatter e reeleito por aclamação em 2019 e 2023, com o próximo pleito em 2027.

Por que Donald Trump sugeriu Infantino para Secretário-Geral da ONU?

Donald Trump acredita que Gianni Infantino é “respeitado por todos ao redor do mundo” e possui uma “habilidade especial para unir as pessoas”, características que o tornariam apto para o cargo de Secretário-Geral da ONU.

Qual é o processo para a eleição do Secretário-Geral da ONU?

O próximo Secretário-Geral da ONU será eleito entre agosto e outubro deste ano. Para garantir o cargo, o candidato precisa obter o apoio do Conselho de Segurança, que inclui cinco membros permanentes com poder de veto, e depois a confirmação da Assembleia Geral.

Houve outras intervenções de Trump na Fifa?

Sim, Donald Trump exerceu influência para que os Estados Unidos fossem sede da Copa do Mundo de 2026 e admitiu ter pedido à Fifa o cancelamento da suspensão de um jogador norte-americano, além de outras polêmicas envolvendo vistos e tratamento a seleções.