Fiasco na janela de transferências do Everton culmina em protestos de fãs, expondo falhas da diretoria e do Friedkin Group.
O Everton, tradicional clube inglês, enfrenta uma verdadeira crise de gestão após um encerramento desastroso na janela de transferências. A revolta dos torcedores, já insatisfeitos com a proposta de venda do jovem Harrison Armstrong, alcançou um novo patamar com o fiasco das negociações de última hora, colocando o grupo proprietário, The Friedkin Group (TFG), e o diretor executivo Angus Kinnear sob intenso escrutínio.
O epicentro do caos foi a fracassada transferência do atacante Folarin Balogun, do AS Monaco, avaliada em £40 milhões. Após assinar o “deal sheet” e ter um voo agendado, problemas médicos e uma subsequente renegociação de última hora fizeram com que o jogador americano deixasse a base de treinamento de Finch Farm sem assinar o contrato, gerando um vexame sem precedentes.
Este cenário de desorganização ocorre poucas horas após o clube ter liberado o atacante Beto para a Fiorentina por £15.5 milhões e enquanto seu jogador mais criativo, Iliman Ndiaye, finalizava sua ida ao Manchester City por £65 milhões. A falha em reforçar o elenco e a percepção de falta de planejamento aprofundam a insatisfação da torcida, conforme informação divulgada por FUTEBOL.
O Drama de Folarin Balogun e as Tentativas Frustradas
A saga de Folarin Balogun ilustra o nível de desordem no Everton. A proposta de £40 milhões do AS Monaco para o atacante teve seu auge nas primeiras horas da quarta-feira, quando Balogun e ambos os clubes já haviam assinado o documento preliminar de negociação. Contudo, a detecção de problemas em seu exame médico levou a uma renegociação do acordo original, o que, segundo o diretor esportivo do Monaco, Thiago Scuro, deixou o jogador “desconfortável” com o tratamento recebido.
Em meio às dificuldades com Balogun, o Everton tentou, sem sucesso, a contratação por empréstimo de Joshua Zirkzee, do Manchester United, e uma investida por Tammy Abraham, do Aston Villa. Ambas as tentativas falharam, deixando o clube sem um substituto para as posições cruciais. A diretoria do Everton, por sua vez, defende ter apoiado Balogun e explorado soluções para o acordo, mesmo diante dos impasses.
A Crítica da Torcida e a Posição da Diretoria
A reação da torcida do Everton foi imediata e severa. Após o fiasco, a venda do promissor jovem Harrison Armstrong, que gerou protestos acalorados, foi bloqueada pela diretoria, mas a credibilidade já estava abalada. Grupos de torcedores expressaram seu descontentamento abertamente, com uma petição pedindo a renúncia de Angus Kinnear e o “Everton Fans' Forum” emitindo um comunicado criticando a falta de planejamento e recrutamento.
O influente grupo de voluntários “The 1878s”, conhecido por suas bandeiras e tifos, anunciou um protesto suspendendo suas atividades por tempo indeterminado. Eles declararam estar “completamente desapontados e enojados” com a janela de transferências, especialmente com o desfecho. O técnico David Moyes, que havia admitido surpresa com a declaração de Kinnear de que o elenco estava “em boa forma”, agora expressa a necessidade de mais jogadores e qualidade em diversas áreas.
Um Elenco Fragilizado e as Consequências no Campo
As falhas na janela de transferências deixam o Everton com um elenco perigosamente curto, uma situação que o técnico David Moyes já havia sinalizado publicamente. Atualmente, o time conta com apenas um atacante, o jovem Thierno Barry, e um total de 18 jogadores de linha sêniores. Essa escassez é preocupante para a temporada, especialmente considerando os desafios da Premier League e outras competições.
Mesmo com as contratações de Jack Grealish por empréstimo e Ashley Maitland-Niles (Lyon) para resolver uma lacuna antiga na lateral direita por £3 milhões, o saldo geral é de “enorme constrangimento” para The Friedkin Group e Kinnear. A declaração de Kinnear de que o clube teria os “melhores jogadores possíveis em suas posições” ao final da janela parece agora uma ironia amarga, com o termo “fracasso” sendo aplicado à direção, e não a Moyes.
Perguntas Frequentes
Por que a torcida do Everton está revoltada?
A torcida do Everton está revoltada devido a uma série de falhas na janela de transferências, incluindo a tentativa de venda do jovem Harrison Armstrong e o fiasco da contratação de Folarin Balogun, que expuseram a má gestão e falta de planejamento do clube.
Quem são os principais responsáveis pela crise no Everton?
Os principais responsáveis pela crise são os proprietários, o The Friedkin Group (TFG), e o diretor executivo Angus Kinnear, que estão sob forte pressão da torcida e são criticados pela falta de competência e planejamento nas decisões de mercado.
Quais foram as falhas mais notáveis do Everton na janela de transferências?
As falhas mais notáveis incluem a negociação frustrada com Folarin Balogun devido a problemas médicos e uma renegociação malconduzida, além das tentativas fracassadas de contratar Joshua Zirkzee e Tammy Abraham. O clube também liberou Beto e Iliman Ndiaye sem substituições adequadas.
Qual a situação atual do elenco do Everton após a janela?
O elenco do Everton está “perigosamente curto” e “não é grande o suficiente”, segundo o técnico David Moyes. O time conta com apenas um atacante, Thierno Barry, e 18 jogadores de linha sêniores, apesar das chegadas de Jack Grealish e Ashley Maitland-Niles.
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